DEPUTADO ESTADUAL 23444

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A CANALETA É DOS ÔNIBUS

A Prefeitura de Curitiba emitiu um alerta sobre o crescente número de casos de condutas perigosas envolvendo pedestres e ciclistas nas canaletas de ônibus da cidade. Essa prática, que é proibida, tem resultado em um aumento significativo no risco de acidentes com ônibus do transporte coletivo.


Segundo levantamento realizado pela Urbanização de Curitiba (Urbs), o ano passado registrou 59 acidentes nas canaletas envolvendo ciclistas e pedestres, resultando em 54 feridos e três mortes. Esse número representa um aumento de 51% em relação ao ano anterior, que teve 39 acidentes, 44 feridos e quatro mortes.


Nos primeiros dois meses deste ano, já foram registrados nove acidentes, com oito feridos. No mesmo período do ano passado, foram seis acidentes com o mesmo número de feridos.


Embora as canaletas exclusivas para o transporte coletivo desempenhem um papel crucial na melhoria da mobilidade urbana, proporcionando maior fluidez ao transporte público e reduzindo o congestionamento nas vias, é importante ressaltar que, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), essas canaletas são exclusivas para uso do transporte coletivo. A circulação de pedestres, ciclistas ou a prática de esportes nesses espaços é estritamente proibida e representa um perigo considerável.

“Há uma falsa ideia de que a canaleta é mais segura, o que faz com que muitas pessoas prefiram pedalar ou correr nestes espaços. Mas não é verdade. O impacto do choque com um ônibus do porte de um expresso biarticulado é brutal. Estamos falando de veículos robustos, de cerca de 36 toneladas com lotação, contra duas toneladas de um automóvel”, diz o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto. 

"Na maioria das vezes, são acidentes fatais que poderiam ter sido evitados, já que a canaleta foi desenvolvida para o uso restrito do BRT. Temos uma extensa rede de canaletas na cidade, um sistema de mobilidade referência mundial, mas que precisa ser respeitado pelos curitibanos", completa a superintendente de trânsito, Rosângela Battistella.


A atenção também deve ser redobrada em relação aos Ligeirões, que frequentemente realizam ultrapassagens nas canaletas devido ao desalinhamento das estações-tubo. Um exemplo é o Norte-Sul, inaugurado no início do ano, que percorre 19 quilômetros entre os terminais Santa Cândida e Pinheirinho.

Fonte/Foto: PMC

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